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Contato
— Vincent Cheung.
On Other People’s Failures.
Tradução: Luan Tavares.
Os cristãos frequentemente permitem que os fracassos dos outros determinem seus próprios pensamentos e julgamentos, como se as derrotas alheias pudessem estabelecer o padrão da sã doutrina. Mas a Bíblia diz: “Pois quem conhece os pensamentos do homem, a não ser o espírito do homem que nele está?” Somente o espírito de um homem conhece seus próprios pensamentos. Podemos observar as ações de alguém, ouvir suas palavras e testemunhar seu fim, mas suas crenças mais profundas e lutas internas estão ocultas, percebidas apenas por Deus e por ele mesmo. Somente Deus sonda corações e mentes. Somente ele conhece diretamente a genuinidade da fé de uma pessoa. Devemos guardar nossa própria fé e garantir que ela esteja fundamentada napalavra de Deus, não nas circunstâncias alheias.
Não sabemos no que alguém realmente crê. Talvez tenha fracassado porque duvidou e vacilou em sua fé. Talvez tenha seguido uma tradição religiosa histórica em vez do evangelho, enredando-se em doutrinas e tradições humanas. Talvez tenha confiado em sacramentos em vez da palavra de Deus, e em seu próprio sofrimento em vez da graça. Talvez abrigasse pecados secretos ou tenha sido enganado por Satanás de alguma forma que desconhecemos. Há muitas possibilidades. Não sabemos. Só podemos especular, e especular é inútil. O que sabemos é que seu fracasso não deve significar nada para nós. Permitir que o fracasso de outro abale nossa confiança é ancorar nossa alma às suas lutas e circunstâncias particulares.
Suponha que um pregador tenha tido grande sucesso em um ministério de cura, mas depois ele mesmo morreu de uma doença. Há quem, baseado nisso, afirme que não é da vontade de Deus curar a todos ou que a promessa divina não é para todos, mesmo que tenham fé. Quase nunca se sugere que esse homem provavelmente não teve fé para sua própria cura. As pessoas adoram usar o fracasso alheio para moldar sua doutrina e confirmar sua incredulidade, quando deveriam atribuir o fracasso ao próprio indivíduo.
Quem sabe o que o pregador creu? Você diz: “Ele orou por muitos, e eles foram curados”. Mas talvez essas pessoas tenham crido, e o pregador, não. Houve casos em que um evangelista levou muitos a Cristo, só para descobrir, anos depois, que ele mesmo nunca havia sido salvo. Talvez o pregador tivesse fé para a cura dos outros, mas, por algum motivo — talvez um obstáculo religioso ou engano — , nunca teve fé para sua própria cura. Não podemos saber a condição de seu coração, e sua experiência não pode guiar nossas crenças.
Apenas a palavra de Deus deve ser nossa autoridade. Os fracassos alheios, mesmo de apóstolos e profetas na Bíblia, não podem substituir os fatos da redenção e as promessas explícitas de Deus. Isso deveria ser óbvio, mas a maioria dos cristãos parece estúpida demais para perceber. E, é claro, os incrédulos estão ávidos por qualquer desculpa para minar os benefícios do evangelho. Em vez de especular sobre o fracasso dos outros, devemos examinar nosso próprio coração e confiar apenas na palavra de Deus. Os fracassos alheios podem servir como alerta para permanecermos vigilantes. Porém, os fracassos deles são apenas deles. Não precisamos passar pelos mesmos fracassos.
Usemos Saul como exemplo. Ele foi ungido como o primeiro rei de Israel e inicialmente parecia um líder adequado. Demonstrava humildade e teve experiências espirituais e vitórias. Mas, no íntimo, seu coração encheu-se de orgulho, ciúme e desobediência. Sua rebeldia contra os mandamentos de Deus e sua perseguição implacável a Davi revelaram o verdadeiro estado de seu espírito. Saul afastou-se de Deus, mas isso não era evidente à primeira vista, e seu declínio levou à rejeição divina e a um fim trágico. Sua história nos adverte que o fracasso espiritual muitas vezes começa com compromissos e orgulho não confrontado.
Outro exemplo é Judas Iscariotes. Ele se apresentava como um discípulo leal, mas seu coração estava cheio de ganância e traição. Andou com Jesus, ouviu seus ensinamentos e presenciou seus milagres, mas a verdadeira condição de Judas era pior do que qualquer um imaginava. Parece que só Jesus sabia. Quando traiu Jesus por trinta moedas de prata, ficou claro que sua aparência de fidelidade encobria sua decadência espiritual. Seu fim trágico nos lembra que as ações de alguém podem esconder uma realidade interior oposta. Seu declínio espiritual permaneceu oculto — não era óbvio nem para os discípulos mais próximos.
Ananias e Safira, na igreja primitiva, também são exemplos. Eles pareciam participantes generosos, vendendo uma propriedade e trazendo parte do valor aos apóstolos. No entanto, sua tentativa de enganar a comunidade e ganhar reconhecimento revelou a corrupção em seus corações. Seu julgamento imediato nos lembra que Deus vê além das aparências de santidade e generosidade. Aqueles que estão ativamente envolvidos na igreja podem ainda assim sofrer decadência sob uma fachada de piedade. Sua verdadeira condição só ficou clara quando Deus os feriu. Mas Deus não pune imediatamente todos que falham em sua fé. A maioria dos fracassos internos nunca é descoberta nesta vida.
Podemos discutir esses exemplos porque havia sinais de deterioração e rebelião, mas, com a maioria das pessoas — incluindo algumas na Bíblia que morreram de doença ou tragédia — nunca saberemos o que realmente levou ao seu fim, restando-nos apenas especular. Poderia haver uma explicação óbvia para cada caso se soubéssemos o que ocorria em suas vidas privadas, mas não sabemos. Certamente, não podemos dizer que, porque alguém teve um fim indesejado, provavelmente passaremos pelo mesmo. Não podemos dizer que, porque alguém aparentemente espiritual fracassou, então Deus nunca prometeu nos livrar disso ou que sua promessa deve ser interpretada à luz daquele fracasso. No entanto, é assim que a maioria das pessoas — completos e absolutos imbecis — aborda a Escritura.
Mas podemos conhecer a palavra de Deus e podemos conhecer a nós mesmos. É possível explicar e evitar nossos próprios fracassos. Se Satanás nos enganar, fazendo-nos crer que o fracasso é inevitável e imprevisível, ele pode neutralizar até as promessas mais explícitas de Deus para nossa salvação, cura e sucesso. Foi isso que Satanás fez com a maioria dos cristãos, de modo que esse tipo de pensamento se tornou universal e incontestado. Mas, se nos concentrarmos apenas na palavra de Deus e nos tornarmos imunes — até mesmo desinteressados — nos fracassos alheios, a estratégia de Satanás não funcionará conosco.
Você não pode saber o que outro homem crê, especialmente se não o conhece pessoalmente e nunca conversou com ele. Se um cristão alegou ter fé para cura, mas morreu de doença, você não pode saber se ele realmente creu. Não pode saber se ele sequer orou por isso quando estava sozinho, nem o que disse em oração. Ele orou com confiança na palavra de Deus ou resignou seu destino a algum decreto desconhecido, usando isso como desculpa? Ele expressou certeza ou afundou-se em falsa piedade e humildade? Você não sabe.
Mas o que isso importa? Por que você se importa? Eu não me importo. Eu tenho a palavra de Deus. Como Jesus disse: “Se eu quiser que ele permaneça vivo até que eu volte, o que isso importa a você? Quanto a você, siga-me!” Ele disse isso em outro contexto, mas permanece verdade que devemos seguir a Jesus, não nos concentrar no que acontece com outros discípulos. Já vi pessoas citarem fracassos alheios para antecipar seu próprio possível fracasso no futuro, como se pudessem crer e agir perfeitamente, mas ainda assim terminar tragicamente por “vontade de Deus”. Querem parecer equilibradas e humildes. A verdade é que não estão seguindo a Cristo. Estão usando os outros para justificar sua incredulidade.
Muitos cristãos mantiveram sua fé até o fim, morrendo em paz e prosperidade, sem doença nem tragédia. Se você se deixa influenciar por exemplos alheios, por que não se concentra nesses? Percebe o engano? Muitos cristãos passam por crises de fé quando se decepcionam com alguém. Veem um líder cair em pecado e, de repente, questionam o poder de Deus para guardar seu povo. Observam um amigo abandonar a fé, e a dúvida corrói suas próprias convicções. Tais reações revelam baixa inteligência e foco inadequado. Se sua fé depende tanto dos que estão ao seu redor, então não é fé coisa nenhuma. Sua casa está construída sobre a areia e não resistirá à tempestade. A palavra de Deus é o único alicerce sólido.
Por que eu deveria me importar se aquele pregador morreu doente e em tragédia? Talvez ele não tivesse fé. Você pode querer acreditar que ele tinha, mas não pode saber. Se assumirmos o que a Bíblia ensina, em vez das aparências, então o pregador não tinha fé para sua cura. Se não temos informações para um julgamento mais detalhado, essa é a explicação mais provável. Por que eu deveria vacilar, mesmo que um profeta bíblico tenha adoecido e morrido? A menos que a Bíblia especifique o motivo e queira me ensinar algo com isso, não me importo. Se a Bíblia não diz, não é da minha conta. Ainda tenho a promessa de Deus. Deus não morreu, e Deus não adoeceu. Por que eu deveria me importar com qualquer outra coisa? Satanás e Judas também estão na Bíblia. Não sigo seus exemplos; ao contrário, a Bíblia me ensina princípios para julgá-los e condená-los.
A Bíblia diz que Davi era um homem segundo o coração de Deus, mas ele cometeu assassinato e adultério. Isso significa que eu também devo cometer assassinato e adultério? Os mandamentos explícitos da Bíblia proíbem tais coisas. Tanto os ensinamentos quanto os exemplos estão registrados na Escritura, mas eu interpreto as ordens explícitas de Deus, e não o contrário. Não interpreto as ações de Davi como uma redefinição das ordens de Deus. O fato de as ações de Davi estarem registradas na Escritura significa que elas realmente aconteceram, e as ordens de Deus registradas na Escritura me mostram que Davi estava realmente errado ao fazer essas coisas.
Pedro é outro exemplo. Ele era apóstolo, mas errou ao evitar os gentios, e Paulo o repreendeu publicamente. Independentemente do que Pedro fez, a verdade é clara: quem tem fé em Jesus é puro diante de Deus. Ninguém, nem mesmo um apóstolo, deve nos fazer tropeçar nisso.
Quando se trata de pecado, os cristãos sabem pensar assim. Mas, quanto aos benefícios da fé — como cura, prosperidade, favor e proteção — , de repente interpretam a Bíblia ao contrário. Agora, fracassos humanos acorrentam promessas divinas. Por quê? Porque religiosos sem fé são lunáticos e clinicamente estúpidos. De fato, o fracasso de Davi me lembra de seguir os mandamentos de Deus com mais firmeza, aumentando minhas chances de sucesso onde ele falhou. O erro de Pedro me adverte a nunca comprometer o fato de que quem tem fé é filho de Deus, independentemente de categorias humanas. Da mesma forma, quando um profeta bíblico morreu doente, isso me lembra de crer ainda mais nas promessas de Deus, para que eu viva muito e morra em paz e saúde.
Por que eu deveria me importar se alguém não recebeu cura? Por que me importar, mesmo que um profeta bíblico tenha morrido doente? A Bíblia me promete cura e, mais que isso, ensina que a cura já foi conquistada: “Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e sobre si levou as nossas doenças”. Quem sabe por que aquele profeta morreu? Quem sabe no que ele creu? Mas eu sei por que Jesus morreu. E sei no que ele creu. Portanto, usarei a palavra de Deus para interpretar as experiências alheias. Direi que pecaram, vacilaram ou falharam, mesmo sem saber como. Mas me recuso a negar as promessas de Deus e pregar um evangelho diferente para acomodar seus fracassos ou justificar os meus.
A palavra de Deus é a única autoridade que molda nossas crenças. Os fracassos humanos são variados e numerosos, mas não anulam as promessas divinas. Quando Israel duvidou e se rebelou no deserto, não foi a palavra de Deus que falhou. A geração seguinte creu e experimentou suas promessas. Quando Davi pecou gravemente, Deus não revogou sua aliança. Deus permaneceu fiel, mesmo quando Davi falhou. E, quando Davi se arrependeu, continuou a viver com saúde, riqueza e a alegria da salvação. Não amarre sua alma à fé frágil ou à condição desconhecida de outro homem. Ancore-se na palavra de Deus, e você jamais será abalado.
Sobre os Fracassos dos Outros